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Sujeito da história
Tania Regina Pinto Administrar pequenas frustrações... Seu filho que disputa espaço com seu namorado, mas na ausência do namorado prefere o skate ou o I Pod com seu “egoísta” no ouvido, no lugar de uma boa conversa a caminho da escola; o fiasco da “surpresa” encomendada– nem sempre dizer o que se quer é o suficiente, mesmo que seja um simples café da manhã doméstico; o parceiro profissional que impede o fluxo natural do trabalho... Por que será que nos frustramos com o que vem do outro, se temos consciência de que são coisas de menor importância, que não vão fazer a menor diferença nas relações? O amor não será diferente, sobram momentos para uma boa conversa e o trabalho não vai deixar de acontecer. Mas queremos, sempre, que tudo se realize do modo que planejamentos no nosso mundinho mental. Bom, essa é uma possibilidade... Outra, é que nossas pequenas frustrações, na verdade, são indicativos do que pode acontecer senão investirmos, permanentemente, nas nossas relações afetivas e profissionais. Podem ser indicativos, também, de como as pessoas “funcionam”, do que elas estão pensando, do que elas estão sentindo. Ou, ainda, nada disso. É normal filhos (de qualquer idade) terem ciúme de namorados da mãe. É natural preferir black music a uma conversa matutina antes da aula, aproveitar o domingo para andar de skate – depois de uma semana de estudo ; não ter a agilidade feminina de preparar um café da manhã antes da convidada chegar; por excesso de responsabilidade atrasar alguns processos no escritório... Tudo bem refletir a respeito dos acontecimentos, mas tendo clareza que é impossível saber as motivações do outro – não raro, nem o outro sabe quais são suas reais motivações! Diante das pequenas frustrações, relaxe. Lembre-se do que é, de fato, importante. Busque caminhos para manifestar seu desagrado (senão tiver outro jeito) e siga em frente respeitando o tempo do outro, o querer do outro. Não coloque suas expectativas no outro. Coloque-as em você mesmo e fique bem.
Escrito por Tania Regina às 17h19
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O amor no masculino
Tania Regina
Quem sofre mais por amor, o homem ou a mulher?
Não dá para saber. As mulheres falam, não escamoteiam a própria dor, trocam confidências com quem quiser ouvir – da amiga de infância à pessoa que acabaram de conhecer no ponto de ônibus.
Já os homens... Eles são diferentes. Têm um milhão de amigos: amigos de bar, de futebol, de balada... Mas ninguém conhece ninguém. Um código – não escrito – proíbe confidências.
Talvez, no auge do desespero, o homem exponha sua humana fragilidade. Mesmo assim, não em palavras, e só depois de um grande porre, com direito a lágrimas e xingamentos à amada em abundância.
Claro que nem todos os homens são assim. Cada vez mais, buscamos o SER humano que se perdeu no caminho. E, por conta dessa busca, alguns deles começam a reivindicar – falando!!! – o reconhecimento de suas almas. É passado o tempo do homem que só pensa em sexo, não quer compromisso, não quer dar e receber carinho...
Há pouco tempo, ouvi o seguinte alerta: “Bonzinho, mas homem. Compreensivo, mas homem...” O autor deste alerta (eu sei) é um novo homem, construindo o seu “h” maiúsculo, uma soma explícita de sensibilidade + instinto. Explícita porque sempre existiu, mas estava proibida – em mais um código oculto – de manifestar-se em público.
São poucos, por enquanto, os homens que têm coragem de se expor, de abrir o coração sem medo de ser o único apaixonado confesso da Terra. E este meu pensar, minhas palavras, são para estes poucos, porque o Dia da Mulher, 8 de março, sábado, é também o Dia destes homens. Homens que não se reconhecem em pesquisas e comentários generalistas sobre o sexo masculino. Homens que querem ser identificados como seres que integram a humanidade do século 21. Homens que estão comprometidos com a construção de um mundo melhor. Homens que, de verdade, não estão preocupados em saber quem ama mais. Mas em amar, mais e melhor.
Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 17h14
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