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Slow Blog da Tania


 
 

O amor no masculino

 

Tania Regina

 

Quem sofre mais por amor, o homem ou a mulher?

 

Não dá para saber. As mulheres falam, não escamoteiam a própria dor, trocam confidências com quem quiser ouvir – da amiga de infância à pessoa que acabaram de conhecer no ponto de ônibus.

 

Já os homens... Eles são diferentes. Têm um milhão de amigos: amigos de bar, de futebol, de balada... Mas ninguém conhece ninguém. Um código – não escrito – proíbe confidências.

 

Talvez, no auge do desespero, o homem exponha sua humana fragilidade. Mesmo assim, não em palavras, e só depois de um grande porre, com direito a lágrimas e  xingamentos à amada em abundância.

 

Claro que nem todos os homens são assim. Cada vez mais, buscamos o SER humano que se perdeu no caminho. E, por conta dessa busca, alguns deles começam a reivindicar – falando!!! – o reconhecimento de suas almas. É passado o tempo do homem que só pensa em sexo, não quer compromisso, não quer dar e receber carinho...

 

Há pouco tempo, ouvi o seguinte alerta: “Bonzinho, mas homem. Compreensivo, mas homem...” O autor deste alerta (eu sei) é um novo homem, construindo o seu “h” maiúsculo, uma soma explícita de sensibilidade + instinto. Explícita porque sempre existiu, mas estava proibida – em mais um código oculto – de manifestar-se em público.

 

São poucos, por enquanto, os homens que têm coragem de se expor, de abrir o coração sem medo de ser o único apaixonado confesso da Terra. E este meu pensar, minhas palavras, são para estes poucos, porque o Dia da Mulher, 8 de março, sábado, é também o Dia destes homens. Homens que não se reconhecem em pesquisas e comentários generalistas sobre o sexo masculino. Homens que querem ser identificados como seres que integram a humanidade do século 21. Homens que estão comprometidos com a construção de um mundo melhor. Homens que, de verdade, não estão preocupados em saber quem ama mais. Mas em amar, mais e melhor.

 



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h45
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Lei de atração na real

Eu estou tão feliz e penso que o caminho, a partir de agora, está muito claro.

Quero trabalhar no bem, desenvolver minha escrita, estratégias de comunicação para o bem. Já estou fazendo isso. Me transformo, a cada dia, em multiplicadora: multiplicadora de boas idéias, de boas soluções, de boas condutas.

 Estudar mais e mais, ler mais e mais para aprimorar o conhecimento e identificar ferramentas que, nas mãos da humanidade, garantam um mundo cada vez melhor, cada vez mais solidário. 

A meu ver, a ação multiplicadora precisa começar na comunidade  e ir contagiando as pessoas. Quero estar mais próxima da natureza, usufruir das leis do Progresso e do Trabalho. Viver bem, morar bem, ser feliz, ser saudável, ter qualidade de vida, harmonia interior que contagie todos a minha volta, viver ao lado de pessoas que comunguem meus anseios, sejam parceiras na jornada, dispostas a vivenciar as mesmas conquistas voltadas para o bem.

 A clareza de minha alma é a clareza do meu dia a dia, é a clareza espiritual necessária para manter-me em evolução constante.

Meu filho segue meus passos e é contaminado pelo que a vida tem de melhor. Valores e virtudes morais comandam sua história de sucesso: sucesso na vida estudantil, na escolha da profissão, na formação, no mercado de trabalho, na vida pessoal, emocional. Ele tem saúde emocional.

 Tudo são facilidades na nossa vida. Tudo é solução. As portas estão abertas e nós enxergamos as melhores soluções, os melhores caminhos, os caminhos iluminados, abençoados.

 Nosso apartamento, confortável, onde vivemos em harmonia com pessoas que nos amam, respeitam e compartilham nossa vida e sonhos já existe.  Da imensa varanda, uma vista abençoada do mar.

 Por acaso o encontramos e naturalmente o adquirimos. Porque ele – o apartamento – sempre foi nosso. Ele é mais um lugar para darmos continuidade à nossa felicidade.

 A palavra certa, a atitude boa, o caminho ideal estão à nossa disposição e todo dia nós agradecemos pelo que temos recebido e isso inclui o emprego bem-remunerado na universidade, onde sou multiplicadora de idéias junto a profissionais do futuro, onde invisto em profissionais que percebem a importância da ética, do respeito, da qualidade do trabalho.

 E multiplicamos todas as nossas bênçãos pelo exemplo. Nossa saúde também nos ajuda a seguir em frente.

 A cada dia aprendemos, mais e mais, a nos respeitar, a respeitar o corpo de carne que Deus nos deu e o espírito que  anima esse corpo.

 Não nos faltam amigos, companheiros de jornada e de estímulo para que mantenhamo-nos perseguindo o melhor sob as bênçãos de Deus.

(março de 2008)



Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 18h38
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O passado de presente

Sábado, 5 de abril, vivi um momento único ao reencontrar pessoas que fizeram parte da minha juventude. Nós acreditávamos que podíamos mudar o mundo - e podíamos mesmo, tanto que o fizemos. Mudamos o nosso mundo. Queríamos mais da profissão que havíamos abraçado e lutamos por isso. Vivíamos num mundo à parte. Trabalhávamos à noite, aos finais de semana, nas madrugadas... Um tempo de muitos amores e muitos amigos. Muitos casaram, namoraram sério, investiram numa amizade que ultrapassou o tempo.

Quando encontramos pessoas que não vemos há muito tempo, percebemos como a memória é traiçoeira. Como um grande arquivo, guardamos mais rostos que nomes, mais fatos que datas... Voltar é reviver, e ver reacender chamas e descobrir que você, de alguma forma, fez a diferença.

A riqueza daqueles anos é algo ímpar. Difícil de transformar em palavras. É sentimento.

Escrevo sobre a turma de revisores da Folha de S. Paulo, no meu caso, a turma que estava lá entre os anos de 1978 e 1982.

Nunca fui uma pessoa fácil - de gênio forte e posições radicais - me indispus com muita gente. Pura e simplesmente deixava de falar com as pessoas. Eu era assim... Que bom que o tempo passa, a gente amadurece. Sem entrar no meríto de quem tinha ou não tinha razão, hoje, passados 30 anos - de quando esse tempo começou para mim -, tenho consciência de que cada pessoa, a seu modo, ajudou a formar o eu de hoje, um eu legal, pleno, vibrante...

É tempo de agradecer a todos que passaram pela minha vida, um dia.  

 Tania

(escrito em 8 de abril de 2008)



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h36
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Discurso de Posse de Barack Obama

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Data: 21/01/2009

Local: Estados Unidos da América

Obama e o novo momento da história mundial O discurso de posse de Barack Hussein Obama, em 21 de janeiro de 2009: Meus caros concidadãos Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição. Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais. Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos. Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta. Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas. Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos. Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia. Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade. Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade. Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida. Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura. Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn. Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção. Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América. Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos. Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo. Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum. Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente. Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção. Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos. Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz. Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado. Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele. Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós. Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino. Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil. Esse é o preço e a promessa da cidadania. Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto. Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado. Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo: "Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo". A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações. Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves



Categoria: Evento
Escrito por Tania Regina às 18h34
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Barack Hussein Obama, o presidente da América

Jóia

Barack Hussein Obama, o presidente negro dos Estados Unidos da América, o presidente da América. América do amor e do ódio. América que imitamos e condenamos. América da globalização. O que significa Barack Hussein Obama no poder? A resposta está no coração de cada americano, seja ele do norte ou do sul, branco, negro, amarelo, vermelho ou combinado de raças. Barack Hussein Obama fez ressurgir das cinzas os Estados Unidos da América.  Fez ressurgir no coração do mundo a esperança. Por ele, redescobriu-se a importância do voto. Político, Barack Hussein Obama foi o mestre de cerimônias da festa de cidadania vivida pelos norte-americanos e multiplicada no coração do mundo. 

 

Com os olhos voltados aos meus tempos de militância, lembro da reedição do símbolo americano do poder negro, do cabelo black Power, de Martin Luther King, Malcom-X. Quantos lutaram... Quantos morreram lutando. Para nós, negros do Brasil, exemplos de luta a serem seguidos. Mas não sei se em algum tempo, longe dos romances, poderíamos imaginar um negro na Casa Branca. Não. Barack Obama representa mais que um negro na Casa Branca. É a família Obama que assume o poder. É a família Obama que exemplifica na sua formação, na sua garra, na sua elegância, na sua inteligência, na sua história.

 

Meu coração está em festa. E sei que muitos corações militantes e não-militantes, do passado e do presente, estão em festa. Os americanos do norte chegaram lá. E nós, que sempre imitamos os americanos do norte, nos permitimos, agora, imaginar que chegaremos lá, também. Obama não é unanimidade nacional, é unanimidade mundial. O planeta está feliz com sua vitória. É um novo olhar sobre o Universo que habitamos. Ele se propõe arrumar a casa, de mãos dadas com todos que o elegeram. A tarefa não é pequena nem simples. Como lembrou em seu discurso são duas guerras, uma crise financeira e desmandos sem-fim de seu antecessor, que encontrou a América rica e a deixa  quase na miséria, que encontrou a ordem e a deixa no caos.

 

Que bênção um homem negro ter sido escolhido para colocar a América em ordem. Que a boa vontade que Barack Obama conseguiu inspirar no coração de muitos dirigentes das Américas do Sul e Central e da Europa, que a alegria queniana da África contamine as próximas decisões que terão de ser tomadas para que possamos viver em um mundo mais solidário, mais humano, mais feliz.

 

Escrito em novembro de 2008

 



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h31
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"A arte de não adoecer"

Autor: Drauzio Varella

Buscar na Web "Drauzio Varella"

Se não quiser adoecer - Fale de seus sentimentos O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia. Se não quiser adoecer - Tome decisão As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele. Se não quiser adoecer - Busque soluções O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença. Se não quiser adoecer - Não viva de aparências Nada pior para a saúde que viver de fachadas, com muito verniz e pouca raiz. Se não quiser adoecer - Aceite-se Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Se não quiser adoecer - Confie A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus. Se não quiser adoecer - Não viva sempre triste Alegria é saúde e terapia.



Categoria: Citação
Escrito por Tania Regina às 17h41
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"Período da Atitude"

Autor: Bezerra de Menezes

Buscar na Web "Bezerra de Menezes"

Relato feito pelo espírito Cícero Pereira, no livro Seara Bendita, psicografado pelo médium Wanderley Soares de Oliveira (MG), ao término do Congresso Espírita Brasileiro de 1999. Nele, Bezerra de Menezes lançou as diretrizes para o terceiro período do Espiritismo, a se iniciar com o século XXI: os primeiros setenta anos constituíram o período da consagração das origens e das bases em que se assenta a Doutrina; o segundo período, de mais setenta anos, foi o tempo da proliferação. Neste terceiro período, de outros setenta anos, pretende-se a maioridade das idéias espíritas: "Esse novo tempo deverá conduzir a efeitos salutares a nossa coletividade espírita, criando entre nós, seus adeptos, o PERÍODO DA ATITUDE. O velho discurso sem prática deverá ser substituído por efetiva renovação. O núcleo espiritsita deve sair do patamar de templo de crenças e assumir sua feição escola capacitadora de virtudes e formação do homem de bem, independentemente de fazer ou não com que seus transeuntes se tornem espíritas e assumam designação religiosa formal. A diversidade é uma realidade irremovível da Seara e seria utopia e inexperiência tratá-la como joio. Imprescindível propalar a idéia do ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a todos os segmentos. Nas últimas décadas, quando se falava no Terceiro Milênio, era comum acreditar-se que essa transição seria de curta duração, como se Deus "estalasse os dedos lá em cima" e as coisas acontecessem rapidamente aqui na Terra. Mas em raciocínios mais acurados acabou-se entendendo que ela será lenta obra do tempo e dos esforços dos seres humanos. Tal entendimento veio reforçar o senso de responsabilidade que deve estar presente na consciência de cada espírita, por este perceber a importância da sua efetiva participação nesse desiderato." (Desiderato é aquilo que se deseja, que se aspira)



Categoria: Citação
Escrito por Tania Regina às 17h14
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O poder da fé

Fé é confiança. Confiança em nós, confiança em Deus.

Quem tem fé é poderoso porque mantém-se feliz, sereno, em paz, independente das pedras do caminho.

Quem tem fé é poderoso porque sabe que tudo na vida é aprendizado a nosso favor.

Quem tem fé é poderoso porque vive a alegria da evolução constante.

Jesus disse: "A tua fé te salvou" para os que encontraram o que foram buscar junto dele.

E disse também: "Se tiverdes fé, do tamanho de um grão de mostarda, NADA vos será impossível".

Sofrer é opção para quem não tem fé.



Escrito por Tania Regina às 17h00
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No mundo com o RG

Legal

Argentina, Uruguai, Paraguai, Chilem Peru e Bolívia são os países que nós, brasileiros, podemos visitar de posse, apenas, da carteira de identidade. Mas cuide para que ela esteja em bom estado e com foto que retrate o seu momento (visual) atual. 



Escrito por Tania Regina às 16h55
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Comunicação Oral e Trabalho Voluntário

Jóia

Trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial e Institucional/2008

"A influência da comunicação oral no processo de captação de recursos financeiros junto a trabalhadores voluntários - estudo de caso" - dezembtro 2008

Caso tenha interesse em conhecer o estudo, solicite-o que terei prazer em enviar.

 

Tania Regina



Escrito por Tania Regina às 14h00
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Eu blogo como uma tartaruga

Devagar

O movimento slow blogging é para quem, como eu, segue devagar e sempre.

Quem faz parte do slow blogging?

Quem rejeita o imediatismo.

Quem acredita que nem tudo merece ser lido e escrito às pressas.

Quem gosta de refletir, meditar, sobre os acontecimentos e sobre a própria existência.

 



Escrito por Tania Regina às 13h04
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Uma noite na Casa Branca

Ou o presidente negro dos Estados Unidos da América

Nunca entendi os corintianos. Me lembro de um dia, há muitos anos, que tomei um táxi e o motorista disse: "Eu sou campeão", referindo-se à vitória do time de futebol paulista após mais de 20 anos sem conquistar títulos em campeonatos. Hoje entendi o que ele quis dizer, vivenciei o sentimento daquele trabalhador. Ele se sentiu campeão da mesma forma que eu, noite passada - de 20 para 21 de janeiro de 2009 - dormi na Casa Branca. Ainda não sei se foi sonho ou imaginação. Nunca morri de amores pelos Estados Unidos da América, mas sempre admirei a garra e as conquistas daquele povo negro. Noite passada, entretanto, me embalei no sonho de Michele Obama, a primeira dama americana, e compartilhei a conquista de seu marido Barack. Me vi pensando no futuro de Malia e Sasha, as filhas do primeiro presidente negro americano. Me percebi mais que orgulhosa daquela família. Sou eu uem está lá. Com todos os desafios a serem enfrentados, sou eu quem chegou lá. Barack tem a responsabilidade de cuidar, primeiro, do povo americano. Mas, ao propor-se o desafio de ser presidente dos Estados Unidos da América, ele transformou algma coisa dentro de mim, aqui no Brasil. É um sentimento novo, que ainda não consigo transformar em palavras exatas. É uma emoção que vai além do sentir-se campeã porque um time de futebol ganhou. É um sentimento de possibilidade. "We can" - foi seu slogan de campanha. E, sim, nós - todos e cada um - podemos fazer a diferença porque um homem, uma família negra, agora, vive na Casa Branca, o palácio de governo mais importante do mundo. Os Estados Unidos da América nunca mais serão os mesmos. O mundo nunca mais será o mesmo. Os negros nunca mais serão os mesmos. O sentimento de possibilidades derruba barreiras internas, descortina o futuro, convida a um novo olhar para a própria vida, nos leva do devaneio ao sonho. Agora, tudo é possível.

escrito na noite de 20 de janeiro de 2009



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 12h50
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O caminho do meio

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Classificação:

livro de J. Herculano Pires

Buscar na Web "O caminho do meio"



Categoria: Avaliação
Escrito por Tania Regina às 12h36
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De uma conversa com o diabo

Do livro "O caminho do meio"

 

 

Ele, o diabo, conta que chega ao homem pelo caminho da consciência. E Deus não impede que isso aconteça. Porque, faz muito tempo, os dois optaram por caminhos paralelos e que só se vão cruzar quando o Homem assim o decidir.

 

Que pensas que seja o inferno? Um lugar de suplícios, repleto de fogueiras e caldeiras borbulhantes? Lembra-te de Lamark e da sua lei de adaptação e não duvides que, na terra, como no céu ou no inferno, o homem será sempre um indivíduo adaptável.

 

Eu estou para Deus, assim como Lutero está para o Papa.  Somos iguais.

 

De acordo com as velhas escrituras, até os mais modernos doutores teológicos, o Diabo é um filho ingrato e monstruosamente ambicioso, que se rebelou contra Deus e quis arrebatar-lhe o trono. Bobagem? Deus e o diabo podem ser logicamente explicados como um fenômeno superfísico de dimorfismo  (ocorrência de duas formas morfológicas distintas na mesma espécie). Sempre existiram juntas. Co-existem desde o princípio. Nenhum deles foi criado pelo outro.

 

No princípio, os dois regiam juntos os infinitos espaços do Cosmos. Cada um a seu modo: um com imaginação mais pacata e assentada, o outro irrequieto. Deus criou os anjos, os arcanjos, virgens, animais vertebrados, plantas. O Diabo criou o saci, os lobisomens, a mula-sem-cabeça, os curupiras, as mães-d’água, as serpentes, sereias, os animais invertebrados, os moluscos, os insetos perigosos, os aracnídeos... Deus ficou com a luz, com as estrelas, com as flores. O diabo ficou com o fogo, sem o qual não pode existir a luz; com as fornalhas candentes dos sóis, sem as quais não podem brilhar as estrelas; com o esterco, sem o qual não podem florir as flores.

 

O exclusivismo e a intolerância dos homens são os únicos responsáveis pelo mal que se atribui ao diabo. O que é de Deus é de Deus, o que é do diabo é do diabo. Mas um não vive sem o outro. Que seria das flores de Deus sem o esterco do diabo? Ou do esterco do diabo sem as flores de Deus?

 

O homem é justamente a diferença entre  Deus e o diabo. Mas é também o ponto de encontro, a conjunção adversartiva que permite a existência contraditória. Nem Deus nem o diabo criaram o homem. No homem, o céu e o inferno se encontram, se chocam, se unem, se repelem, formando o tumultuoso milagre da consci~encia que o dinstingue de todos os demais seres da terra.  Um dja, é possível que a angustia dos homens desapareça da terra. Nesse dia, Deus e o diabo ter-se-ão harmonizado para sempre, anulando as diferenças que hoje os separam, e realizando, no íntimo do homem a Unidade Absoluta.

 

O melhor dos extremos não é Deus nem o diabo, é antes o termo médio, o caminho do meio. A alma humana vem do céu, mas o corpo é da terra. Acerta aquele que fica, não com Deus nem com o diabo, mas consigo mesmo. Na queiras, nunca, ser divino nem satânico, procura apenas ser humano!

 

Do livro "O Caminho do Meio", de J. Herculano Pires




Escrito por Tania Regina às 11h59
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