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http://primeirosnegros.blogspot.com/

Pessoas, no momento estou curtindo meu outro blob - http://primeirosnegros.blogspot.com/. Acessem.

Está ficando bem legal. Minha expectativa de postagem é semanal.



Escrito por Tania Regina às 10h09
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Em dia com a vida

Sobre o Mal  de Alzheimer, por Roberto Goldkorn, psicólogo e escritor

(síntese)

Meu pai está com Alzheimer.  Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber
que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase nem controla mais suas funções fisiológicas.


E o que fazer... para evitar essa doença?
 
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não
cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho:  descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a  memória correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho  conhecido,
ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e  se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra  língua, mesmo aos sessenta anos. 
 
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal,  pela felicidade. Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam
que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.
 
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais'
que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. 
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.
Faça o teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente;
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

Mude a sua rotina! Comece agora, trocando o mouse de lado

'Critique menos, trabalhe mais.
E, não esqueça nunca de agradecer!'



Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 15h46
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Intolerância na arte de filmar

Classificação:

O mundo é hoje um lugar mais habitável que há 50 anos atrás. Mas ainda temos muito de intolerância. Um tema que está latente na nossa sociedade, haja vista os filmes em cartaz neste 2009:

• Dúvida

• Milk – A Voz da Igualdade

• Foi apenas um sonho

• O Leitor

• Operação Valquíria

Isso para citar, apenas, os que eu assisti.

Arte e vida, hoje, estão como o ovo e a galinha. Não sabemos quando a vida imita a arte e quando a arte imita a vida.

Dúvida, ou Doubt, nome original, dirigido por John Patrick Shanley, com Meryl Streep e Philip Seymour, brilhantes em suas atuações, tem como tema principal a suspeita. Um freira transforma sua desconfiança sobre a conduta sexual de um padre, com relação a um aluno negro, em verdade absoluta, apesar de não ter uma prova sequer contra quem elegeu como algoz.

Milk – A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant, com o super-talentoso Sean Penn no papel de Harvey Milk, conta a história do primeiro homossexual assumido a ter um cargo político nos Estados Unidos, pelo voto, num tempo em que se queria proibir professores homossexuais de dar aulas nas escolas da Califórnia. Era o ano de 1978.

Foi apenas um sonho, dirigido por Sam Mendes, põe o foco sobre os relacionamentos, as verdades ocultas, as mentiras manifestas. Ao abordar a esperança como combustível para driblar a rotina, traz para o primeiro plano a intolerância com a própria vida, a falta de respeito com o seu querer, com sua própria opinião. Uma esposa, vivida pela premiada Kate Winslet, contamina a vida do casal com sua infelicidade pessoal e insatisfação profissional, enquanto o marido, papel de Leonardo Di Caprio, não assume a satisfação com a própria vida, porque simples, porque sem glamour.

O Leitor e Operação Valquíria reproduzem a Alemanha de Hitler e o holocausto. O melhor de a intolerância estar presente em tantas produções – me lembro agora da novela do horário nobre da Rede Globo que também aborda este sentimento -, além de um convite a olharmos nossa atitude no dia a dia é, também, a prova incontestável de que o mundo está ficando melhor porque nós estamos nos tornando pessoas melhores.

Na vida real, Milk foi eleito. Barack Obama foi eleito. Hitler foi derrotado. As mulheres têm direito a voto. No filme, Milk – A Voz da Igualdade homens e mulheres, heterossexuais ou não, engrossaram fileiras e fizeram a diferença, pois descobriram que só existe liberdade quando todos podem ser livres. Em Milk todos perceberam que “não existe o problema do vizinho”, todo e qualquer problema é de todos. Ou como escreveu Contardo Calligaris, na Folha de 26 de fevereiro, “é necessário defender a liberdade de nosso vizinho como se fosse a nossa”.



Categoria: Avaliação
Escrito por Tania Regina às 18h31
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Mulheres possíveis...

Uma pequena adaptação, com cortes, ao texto da jornalista e escritora Martha Medeiros

 

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, levo meu filho no colégio, estudo com ele, brinco com ele, converso com ele, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia,  providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço orações diárias, e entre uma coisa e outra, leio o jornal do dia,   livros...
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo..
Tempo para dançar sozinha na sala e junto no salão de baile.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos, de presentes, de decoração, uma livraria...
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver um filme na TV.
Tempo para receber aquela amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para o quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado podem  nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Por Tania Regina



Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 10h15
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"Nada tem mérito sem o amor"

Autor: Laváter, filósofo alemão

Buscar na Web "Laváter, filósofo alemão"

Quando: 1798

Nada tem mérito sem o amor. Só o amor possui uma vista clara, reta, penetrante, para discernir o que é eminentemente verdadeiro, divino, imperecível. Em cada ser, mortal ou imortal, animado de um amor puro, vemos com inexplicável alegria refletir-se o mesmo Deus, assim como vemos brilhar o Sol em cada gota d'água pura. Todos que amam, na Terra e no Céu, se fundem num só pelo sentimento. Do grau do amor em cada um depende a nossa felicidade interna e externa...Podeis, pelo amor, fazer o Céu descer à Terra...



Categoria: Citação
Escrito por Tania Regina às 14h37
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A hisitória do mensalão

http://www.escandalodomensalao.com.br

O LIVRO PROIBIDO... O jornalista Ivo Patarra levou 'O Chefe' a duas editoras, que recusaram a publicação do livro. O livro sobre as falcatruas do Lula, que foi proibido, está disponível para leitura na Internet. O livro que compila todos os escândalos do desastroso governo Lula, não conseguiu ser publicado!!! Todos se negaram a publicá-lo. Assim sendo, seu autor resolveu colocá-lo na Internet para ler online ou baixar. É UM DOCUMENTO HISTÓRICO. E, só por isso, já vale checar seu conteúdo e tirar suas próprias conclusões. Boa leitura



Categoria: Link
Escrito por Tania Regina às 08h59
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O amor no masculino

 

Tania Regina

 

Quem sofre mais por amor, o homem ou a mulher?

 

Não dá para saber. As mulheres falam, não escamoteiam a própria dor, trocam confidências com quem quiser ouvir – da amiga de infância à pessoa que acabaram de conhecer no ponto de ônibus.

 

Já os homens... Eles são diferentes. Têm um milhão de amigos: amigos de bar, de futebol, de balada... Mas ninguém conhece ninguém. Um código – não escrito – proíbe confidências.

 

Talvez, no auge do desespero, o homem exponha sua humana fragilidade. Mesmo assim, não em palavras, e só depois de um grande porre, com direito a lágrimas e  xingamentos à amada em abundância.

 

Claro que nem todos os homens são assim. Cada vez mais, buscamos o SER humano que se perdeu no caminho. E, por conta dessa busca, alguns deles começam a reivindicar – falando!!! – o reconhecimento de suas almas. É passado o tempo do homem que só pensa em sexo, não quer compromisso, não quer dar e receber carinho...

 

Há pouco tempo, ouvi o seguinte alerta: “Bonzinho, mas homem. Compreensivo, mas homem...” O autor deste alerta (eu sei) é um novo homem, construindo o seu “h” maiúsculo, uma soma explícita de sensibilidade + instinto. Explícita porque sempre existiu, mas estava proibida – em mais um código oculto – de manifestar-se em público.

 

São poucos, por enquanto, os homens que têm coragem de se expor, de abrir o coração sem medo de ser o único apaixonado confesso da Terra. E este meu pensar, minhas palavras, são para estes poucos, porque o Dia da Mulher, 8 de março, sábado, é também o Dia destes homens. Homens que não se reconhecem em pesquisas e comentários generalistas sobre o sexo masculino. Homens que querem ser identificados como seres que integram a humanidade do século 21. Homens que estão comprometidos com a construção de um mundo melhor. Homens que, de verdade, não estão preocupados em saber quem ama mais. Mas em amar, mais e melhor.

 



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h45
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Lei de atração na real

Eu estou tão feliz e penso que o caminho, a partir de agora, está muito claro.

Quero trabalhar no bem, desenvolver minha escrita, estratégias de comunicação para o bem. Já estou fazendo isso. Me transformo, a cada dia, em multiplicadora: multiplicadora de boas idéias, de boas soluções, de boas condutas.

 Estudar mais e mais, ler mais e mais para aprimorar o conhecimento e identificar ferramentas que, nas mãos da humanidade, garantam um mundo cada vez melhor, cada vez mais solidário. 

A meu ver, a ação multiplicadora precisa começar na comunidade  e ir contagiando as pessoas. Quero estar mais próxima da natureza, usufruir das leis do Progresso e do Trabalho. Viver bem, morar bem, ser feliz, ser saudável, ter qualidade de vida, harmonia interior que contagie todos a minha volta, viver ao lado de pessoas que comunguem meus anseios, sejam parceiras na jornada, dispostas a vivenciar as mesmas conquistas voltadas para o bem.

 A clareza de minha alma é a clareza do meu dia a dia, é a clareza espiritual necessária para manter-me em evolução constante.

Meu filho segue meus passos e é contaminado pelo que a vida tem de melhor. Valores e virtudes morais comandam sua história de sucesso: sucesso na vida estudantil, na escolha da profissão, na formação, no mercado de trabalho, na vida pessoal, emocional. Ele tem saúde emocional.

 Tudo são facilidades na nossa vida. Tudo é solução. As portas estão abertas e nós enxergamos as melhores soluções, os melhores caminhos, os caminhos iluminados, abençoados.

 Nosso apartamento, confortável, onde vivemos em harmonia com pessoas que nos amam, respeitam e compartilham nossa vida e sonhos já existe.  Da imensa varanda, uma vista abençoada do mar.

 Por acaso o encontramos e naturalmente o adquirimos. Porque ele – o apartamento – sempre foi nosso. Ele é mais um lugar para darmos continuidade à nossa felicidade.

 A palavra certa, a atitude boa, o caminho ideal estão à nossa disposição e todo dia nós agradecemos pelo que temos recebido e isso inclui o emprego bem-remunerado na universidade, onde sou multiplicadora de idéias junto a profissionais do futuro, onde invisto em profissionais que percebem a importância da ética, do respeito, da qualidade do trabalho.

 E multiplicamos todas as nossas bênçãos pelo exemplo. Nossa saúde também nos ajuda a seguir em frente.

 A cada dia aprendemos, mais e mais, a nos respeitar, a respeitar o corpo de carne que Deus nos deu e o espírito que  anima esse corpo.

 Não nos faltam amigos, companheiros de jornada e de estímulo para que mantenhamo-nos perseguindo o melhor sob as bênçãos de Deus.

(março de 2008)



Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 18h38
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O passado de presente

Sábado, 5 de abril, vivi um momento único ao reencontrar pessoas que fizeram parte da minha juventude. Nós acreditávamos que podíamos mudar o mundo - e podíamos mesmo, tanto que o fizemos. Mudamos o nosso mundo. Queríamos mais da profissão que havíamos abraçado e lutamos por isso. Vivíamos num mundo à parte. Trabalhávamos à noite, aos finais de semana, nas madrugadas... Um tempo de muitos amores e muitos amigos. Muitos casaram, namoraram sério, investiram numa amizade que ultrapassou o tempo.

Quando encontramos pessoas que não vemos há muito tempo, percebemos como a memória é traiçoeira. Como um grande arquivo, guardamos mais rostos que nomes, mais fatos que datas... Voltar é reviver, e ver reacender chamas e descobrir que você, de alguma forma, fez a diferença.

A riqueza daqueles anos é algo ímpar. Difícil de transformar em palavras. É sentimento.

Escrevo sobre a turma de revisores da Folha de S. Paulo, no meu caso, a turma que estava lá entre os anos de 1978 e 1982.

Nunca fui uma pessoa fácil - de gênio forte e posições radicais - me indispus com muita gente. Pura e simplesmente deixava de falar com as pessoas. Eu era assim... Que bom que o tempo passa, a gente amadurece. Sem entrar no meríto de quem tinha ou não tinha razão, hoje, passados 30 anos - de quando esse tempo começou para mim -, tenho consciência de que cada pessoa, a seu modo, ajudou a formar o eu de hoje, um eu legal, pleno, vibrante...

É tempo de agradecer a todos que passaram pela minha vida, um dia.  

 Tania

(escrito em 8 de abril de 2008)



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h36
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Discurso de Posse de Barack Obama

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Data: 21/01/2009

Local: Estados Unidos da América

Obama e o novo momento da história mundial O discurso de posse de Barack Hussein Obama, em 21 de janeiro de 2009: Meus caros concidadãos Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição. Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais. Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos. Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta. Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas. Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos. Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia. Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade. Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade. Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida. Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura. Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn. Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção. Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América. Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos. Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo. Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum. Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente. Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção. Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos. Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz. Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado. Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele. Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós. Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino. Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil. Esse é o preço e a promessa da cidadania. Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto. Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado. Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo: "Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo". A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações. Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves



Categoria: Evento
Escrito por Tania Regina às 18h34
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Barack Hussein Obama, o presidente da América

Jóia

Barack Hussein Obama, o presidente negro dos Estados Unidos da América, o presidente da América. América do amor e do ódio. América que imitamos e condenamos. América da globalização. O que significa Barack Hussein Obama no poder? A resposta está no coração de cada americano, seja ele do norte ou do sul, branco, negro, amarelo, vermelho ou combinado de raças. Barack Hussein Obama fez ressurgir das cinzas os Estados Unidos da América.  Fez ressurgir no coração do mundo a esperança. Por ele, redescobriu-se a importância do voto. Político, Barack Hussein Obama foi o mestre de cerimônias da festa de cidadania vivida pelos norte-americanos e multiplicada no coração do mundo. 

 

Com os olhos voltados aos meus tempos de militância, lembro da reedição do símbolo americano do poder negro, do cabelo black Power, de Martin Luther King, Malcom-X. Quantos lutaram... Quantos morreram lutando. Para nós, negros do Brasil, exemplos de luta a serem seguidos. Mas não sei se em algum tempo, longe dos romances, poderíamos imaginar um negro na Casa Branca. Não. Barack Obama representa mais que um negro na Casa Branca. É a família Obama que assume o poder. É a família Obama que exemplifica na sua formação, na sua garra, na sua elegância, na sua inteligência, na sua história.

 

Meu coração está em festa. E sei que muitos corações militantes e não-militantes, do passado e do presente, estão em festa. Os americanos do norte chegaram lá. E nós, que sempre imitamos os americanos do norte, nos permitimos, agora, imaginar que chegaremos lá, também. Obama não é unanimidade nacional, é unanimidade mundial. O planeta está feliz com sua vitória. É um novo olhar sobre o Universo que habitamos. Ele se propõe arrumar a casa, de mãos dadas com todos que o elegeram. A tarefa não é pequena nem simples. Como lembrou em seu discurso são duas guerras, uma crise financeira e desmandos sem-fim de seu antecessor, que encontrou a América rica e a deixa  quase na miséria, que encontrou a ordem e a deixa no caos.

 

Que bênção um homem negro ter sido escolhido para colocar a América em ordem. Que a boa vontade que Barack Obama conseguiu inspirar no coração de muitos dirigentes das Américas do Sul e Central e da Europa, que a alegria queniana da África contamine as próximas decisões que terão de ser tomadas para que possamos viver em um mundo mais solidário, mais humano, mais feliz.

 

Escrito em novembro de 2008

 



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 18h31
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"A arte de não adoecer"

Autor: Drauzio Varella

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Se não quiser adoecer - Fale de seus sentimentos O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia. Se não quiser adoecer - Tome decisão As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele. Se não quiser adoecer - Busque soluções O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença. Se não quiser adoecer - Não viva de aparências Nada pior para a saúde que viver de fachadas, com muito verniz e pouca raiz. Se não quiser adoecer - Aceite-se Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Se não quiser adoecer - Confie A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus. Se não quiser adoecer - Não viva sempre triste Alegria é saúde e terapia.



Categoria: Citação
Escrito por Tania Regina às 17h41
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"Período da Atitude"

Autor: Bezerra de Menezes

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Relato feito pelo espírito Cícero Pereira, no livro Seara Bendita, psicografado pelo médium Wanderley Soares de Oliveira (MG), ao término do Congresso Espírita Brasileiro de 1999. Nele, Bezerra de Menezes lançou as diretrizes para o terceiro período do Espiritismo, a se iniciar com o século XXI: os primeiros setenta anos constituíram o período da consagração das origens e das bases em que se assenta a Doutrina; o segundo período, de mais setenta anos, foi o tempo da proliferação. Neste terceiro período, de outros setenta anos, pretende-se a maioridade das idéias espíritas: "Esse novo tempo deverá conduzir a efeitos salutares a nossa coletividade espírita, criando entre nós, seus adeptos, o PERÍODO DA ATITUDE. O velho discurso sem prática deverá ser substituído por efetiva renovação. O núcleo espiritsita deve sair do patamar de templo de crenças e assumir sua feição escola capacitadora de virtudes e formação do homem de bem, independentemente de fazer ou não com que seus transeuntes se tornem espíritas e assumam designação religiosa formal. A diversidade é uma realidade irremovível da Seara e seria utopia e inexperiência tratá-la como joio. Imprescindível propalar a idéia do ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a todos os segmentos. Nas últimas décadas, quando se falava no Terceiro Milênio, era comum acreditar-se que essa transição seria de curta duração, como se Deus "estalasse os dedos lá em cima" e as coisas acontecessem rapidamente aqui na Terra. Mas em raciocínios mais acurados acabou-se entendendo que ela será lenta obra do tempo e dos esforços dos seres humanos. Tal entendimento veio reforçar o senso de responsabilidade que deve estar presente na consciência de cada espírita, por este perceber a importância da sua efetiva participação nesse desiderato." (Desiderato é aquilo que se deseja, que se aspira)



Categoria: Citação
Escrito por Tania Regina às 17h14
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O poder da fé

Fé é confiança. Confiança em nós, confiança em Deus.

Quem tem fé é poderoso porque mantém-se feliz, sereno, em paz, independente das pedras do caminho.

Quem tem fé é poderoso porque sabe que tudo na vida é aprendizado a nosso favor.

Quem tem fé é poderoso porque vive a alegria da evolução constante.

Jesus disse: "A tua fé te salvou" para os que encontraram o que foram buscar junto dele.

E disse também: "Se tiverdes fé, do tamanho de um grão de mostarda, NADA vos será impossível".

Sofrer é opção para quem não tem fé.



Escrito por Tania Regina às 17h00
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No mundo com o RG

Legal

Argentina, Uruguai, Paraguai, Chilem Peru e Bolívia são os países que nós, brasileiros, podemos visitar de posse, apenas, da carteira de identidade. Mas cuide para que ela esteja em bom estado e com foto que retrate o seu momento (visual) atual. 



Escrito por Tania Regina às 16h55
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Comunicação Oral e Trabalho Voluntário

Jóia

Trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial e Institucional/2008

"A influência da comunicação oral no processo de captação de recursos financeiros junto a trabalhadores voluntários - estudo de caso" - dezembtro 2008

Caso tenha interesse em conhecer o estudo, solicite-o que terei prazer em enviar.

 

Tania Regina



Escrito por Tania Regina às 14h00
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Eu blogo como uma tartaruga

Devagar

O movimento slow blogging é para quem, como eu, segue devagar e sempre.

Quem faz parte do slow blogging?

Quem rejeita o imediatismo.

Quem acredita que nem tudo merece ser lido e escrito às pressas.

Quem gosta de refletir, meditar, sobre os acontecimentos e sobre a própria existência.

 



Escrito por Tania Regina às 13h04
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Uma noite na Casa Branca

Ou o presidente negro dos Estados Unidos da América

Nunca entendi os corintianos. Me lembro de um dia, há muitos anos, que tomei um táxi e o motorista disse: "Eu sou campeão", referindo-se à vitória do time de futebol paulista após mais de 20 anos sem conquistar títulos em campeonatos. Hoje entendi o que ele quis dizer, vivenciei o sentimento daquele trabalhador. Ele se sentiu campeão da mesma forma que eu, noite passada - de 20 para 21 de janeiro de 2009 - dormi na Casa Branca. Ainda não sei se foi sonho ou imaginação. Nunca morri de amores pelos Estados Unidos da América, mas sempre admirei a garra e as conquistas daquele povo negro. Noite passada, entretanto, me embalei no sonho de Michele Obama, a primeira dama americana, e compartilhei a conquista de seu marido Barack. Me vi pensando no futuro de Malia e Sasha, as filhas do primeiro presidente negro americano. Me percebi mais que orgulhosa daquela família. Sou eu uem está lá. Com todos os desafios a serem enfrentados, sou eu quem chegou lá. Barack tem a responsabilidade de cuidar, primeiro, do povo americano. Mas, ao propor-se o desafio de ser presidente dos Estados Unidos da América, ele transformou algma coisa dentro de mim, aqui no Brasil. É um sentimento novo, que ainda não consigo transformar em palavras exatas. É uma emoção que vai além do sentir-se campeã porque um time de futebol ganhou. É um sentimento de possibilidade. "We can" - foi seu slogan de campanha. E, sim, nós - todos e cada um - podemos fazer a diferença porque um homem, uma família negra, agora, vive na Casa Branca, o palácio de governo mais importante do mundo. Os Estados Unidos da América nunca mais serão os mesmos. O mundo nunca mais será o mesmo. Os negros nunca mais serão os mesmos. O sentimento de possibilidades derruba barreiras internas, descortina o futuro, convida a um novo olhar para a própria vida, nos leva do devaneio ao sonho. Agora, tudo é possível.

escrito na noite de 20 de janeiro de 2009



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por Tania Regina às 12h50
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O caminho do meio

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Classificação:

livro de J. Herculano Pires

Buscar na Web "O caminho do meio"



Categoria: Avaliação
Escrito por Tania Regina às 12h36
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De uma conversa com o diabo

Do livro "O caminho do meio"

 

 

Ele, o diabo, conta que chega ao homem pelo caminho da consciência. E Deus não impede que isso aconteça. Porque, faz muito tempo, os dois optaram por caminhos paralelos e que só se vão cruzar quando o Homem assim o decidir.

 

Que pensas que seja o inferno? Um lugar de suplícios, repleto de fogueiras e caldeiras borbulhantes? Lembra-te de Lamark e da sua lei de adaptação e não duvides que, na terra, como no céu ou no inferno, o homem será sempre um indivíduo adaptável.

 

Eu estou para Deus, assim como Lutero está para o Papa.  Somos iguais.

 

De acordo com as velhas escrituras, até os mais modernos doutores teológicos, o Diabo é um filho ingrato e monstruosamente ambicioso, que se rebelou contra Deus e quis arrebatar-lhe o trono. Bobagem? Deus e o diabo podem ser logicamente explicados como um fenômeno superfísico de dimorfismo  (ocorrência de duas formas morfológicas distintas na mesma espécie). Sempre existiram juntas. Co-existem desde o princípio. Nenhum deles foi criado pelo outro.

 

No princípio, os dois regiam juntos os infinitos espaços do Cosmos. Cada um a seu modo: um com imaginação mais pacata e assentada, o outro irrequieto. Deus criou os anjos, os arcanjos, virgens, animais vertebrados, plantas. O Diabo criou o saci, os lobisomens, a mula-sem-cabeça, os curupiras, as mães-d’água, as serpentes, sereias, os animais invertebrados, os moluscos, os insetos perigosos, os aracnídeos... Deus ficou com a luz, com as estrelas, com as flores. O diabo ficou com o fogo, sem o qual não pode existir a luz; com as fornalhas candentes dos sóis, sem as quais não podem brilhar as estrelas; com o esterco, sem o qual não podem florir as flores.

 

O exclusivismo e a intolerância dos homens são os únicos responsáveis pelo mal que se atribui ao diabo. O que é de Deus é de Deus, o que é do diabo é do diabo. Mas um não vive sem o outro. Que seria das flores de Deus sem o esterco do diabo? Ou do esterco do diabo sem as flores de Deus?

 

O homem é justamente a diferença entre  Deus e o diabo. Mas é também o ponto de encontro, a conjunção adversartiva que permite a existência contraditória. Nem Deus nem o diabo criaram o homem. No homem, o céu e o inferno se encontram, se chocam, se unem, se repelem, formando o tumultuoso milagre da consci~encia que o dinstingue de todos os demais seres da terra.  Um dja, é possível que a angustia dos homens desapareça da terra. Nesse dia, Deus e o diabo ter-se-ão harmonizado para sempre, anulando as diferenças que hoje os separam, e realizando, no íntimo do homem a Unidade Absoluta.

 

O melhor dos extremos não é Deus nem o diabo, é antes o termo médio, o caminho do meio. A alma humana vem do céu, mas o corpo é da terra. Acerta aquele que fica, não com Deus nem com o diabo, mas consigo mesmo. Na queiras, nunca, ser divino nem satânico, procura apenas ser humano!

 

Do livro "O Caminho do Meio", de J. Herculano Pires




Escrito por Tania Regina às 11h59
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Sujeito da história

Tania Regina Pinto

 

Administrar pequenas frustrações... Seu filho que disputa espaço com seu namorado, mas na ausência do namorado prefere o skate ou o I Pod com seu “egoísta” no ouvido, no lugar de uma boa conversa a caminho da escola; o fiasco da “surpresa” encomendada– nem sempre dizer o que se quer é o suficiente, mesmo que seja um simples café da manhã doméstico; o parceiro profissional que impede o fluxo natural do trabalho...

 

Por que será que nos frustramos com o que vem do outro, se temos consciência de que são coisas de menor importância, que não vão fazer a menor diferença nas relações?

 

O amor não será diferente, sobram momentos para uma boa conversa e o trabalho não vai deixar de acontecer. Mas queremos, sempre, que tudo se realize do modo que planejamentos no nosso mundinho mental. Bom, essa é uma possibilidade...

 

Outra, é que nossas pequenas frustrações, na verdade, são indicativos do que pode acontecer senão investirmos, permanentemente, nas nossas relações afetivas e profissionais. Podem ser indicativos, também, de como as pessoas “funcionam”, do que elas estão pensando, do que elas estão sentindo.

 

Ou, ainda, nada disso. É normal filhos (de qualquer idade) terem ciúme de namorados da mãe. É natural preferir black music a uma conversa matutina antes da aula, aproveitar o domingo para andar de skate – depois de uma semana de estudo ; não ter a agilidade feminina de preparar um café da manhã antes da convidada chegar; por excesso de responsabilidade atrasar alguns processos no escritório...

 

Tudo bem refletir a respeito dos acontecimentos, mas tendo clareza que é impossível saber as motivações do outro – não raro, nem o outro sabe quais são suas reais motivações!

 

Diante das pequenas frustrações, relaxe. Lembre-se do que é, de fato, importante. Busque caminhos para manifestar seu desagrado (senão tiver outro jeito) e siga em frente respeitando o tempo do outro, o querer do outro. Não coloque suas expectativas no outro. Coloque-as em você mesmo e fique bem.

 

 



Escrito por Tania Regina às 17h19
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O amor no masculino

Tania Regina

 

Quem sofre mais por amor, o homem ou a mulher?

 

Não dá para saber. As mulheres falam, não escamoteiam a própria dor, trocam confidências com quem quiser ouvir – da amiga de infância à pessoa que acabaram de conhecer no ponto de ônibus.

 

Já os homens... Eles são diferentes. Têm um milhão de amigos: amigos de bar, de futebol, de balada... Mas ninguém conhece ninguém. Um código – não escrito – proíbe confidências.

 

Talvez, no auge do desespero, o homem exponha sua humana fragilidade. Mesmo assim, não em palavras, e só depois de um grande porre, com direito a lágrimas e  xingamentos à amada em abundância.

 

Claro que nem todos os homens são assim. Cada vez mais, buscamos o SER humano que se perdeu no caminho. E, por conta dessa busca, alguns deles começam a reivindicar – falando!!! – o reconhecimento de suas almas. É passado o tempo do homem que só pensa em sexo, não quer compromisso, não quer dar e receber carinho...

 

Há pouco tempo, ouvi o seguinte alerta: “Bonzinho, mas homem. Compreensivo, mas homem...” O autor deste alerta (eu sei) é um novo homem, construindo o seu “h” maiúsculo, uma soma explícita de sensibilidade + instinto. Explícita porque sempre existiu, mas estava proibida – em mais um código oculto – de manifestar-se em público.

 

São poucos, por enquanto, os homens que têm coragem de se expor, de abrir o coração sem medo de ser o único apaixonado confesso da Terra. E este meu pensar, minhas palavras, são para estes poucos, porque o Dia da Mulher, 8 de março, sábado, é também o Dia destes homens. Homens que não se reconhecem em pesquisas e comentários generalistas sobre o sexo masculino. Homens que querem ser identificados como seres que integram a humanidade do século 21. Homens que estão comprometidos com a construção de um mundo melhor. Homens que, de verdade, não estão preocupados em saber quem ama mais. Mas em amar, mais e melhor.



Categoria: Soluções
Escrito por Tania Regina às 17h14
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Uma questão de auto-fé

Tania Regina

Não me canso de ouvir uma música de Renato Russo que diz: "...Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita, sempre alcança." Gosto da melodia, gosto da força da voz de Renato Russo, do tom da palavra... Mas, de verdade, faz pouquíssimo tempo que compreendi a mensagem embutida nessa dúzia de palavras. A música fala de auto-fé, de fé em si mesmo, de confiar nas nossas possibilidades, de ter fé que venceremos, na crença de que somos capazes de nos livrar de nosso defeitos (aquelas coisinhas em nós que não gostamos, mas somos...).

A palavra tem força, o pensamento tem força. Por meio deles, somos capazes de alterar o errado praticado por nós, que é sempre contra nós. E o ponto de partida para termos a palavra, o pensamento, a nosso favor, o ponto de partida para trabalhar a auto-fé é não alimentarmos culpa ou vergonha, sentimentos que nos paralisam, porque impõem a idéia da inutilidade, da impotência, da incapacidade. Nada de supervalorizar as imperfeições, os desacertos, exagerando no rigor conosco mesmo. 

Esta a maravilha da frase "...Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita, sempre alcança." Tudo depende de nós.



Categoria: Pensamentos
Escrito por Tania Regina às 16h41
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Como driblar o mau humor

Tania Regina

 

TPM, menopausa, mau humor pelo mau humor. Ele, o mau humor, pode chegar por conta de uma noite maldormida, uma resposta desagradável, uma sensação de desrespeito, menor valia, injustiça.

 

Driblar, jogar fora, se livrar do mau humor requer disciplina. O mau humor é como uma doença contagiosa, capaz de contaminar relações, pessoas, a vida. Daí a necessidade de muita atenção para não se transformar em pessoa doente, contaminada pelo mau humor.

 

São vários os remédios para cuidar tanto do efeito como da causa.

 

Falar, por exemplo, é um remédio super-eficaz. O problema são os efeitos colaterais em caso de overdose. É preciso cuidar do tom, conhecer o interlocutor, saber seus limites, sua capacidade de compreensão, de assimilação... É preciso se colocar no lugar do outro, ouvir as próprias palavras e experimentar os sentimentos que elas geram.

 

Calar, muitas vezes, aumenta o mau humor, principalmente de quem está acostumado a falar, a despejar palavras no ouvido alheio. Mas quem consegue sobreviver às primeiras 24 horas, aproveitando esse tempo para refletir e vasculhar os próprios sentimentos, pode surpreender-se com o fim do mau humor.

 

A ação do outro, quase sempre, não é contra nós, mas contra ele mesmo. Assim como nosso mau humor tem em nós a maior vítima. O outro pode ressentir-se com nosso mau humor, mas o sofrimento interior, o comprometimento da saúde física e mental, é nosso,

 

Mal-humorados deixamos de compartilhar, conviver, aproveitar o nosso melhor e o melhor do outro.É desperdício de tempo. É desperdício da vida.

 



Categoria: Pensamentos
Escrito por taniaepedro às 07h35
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Por que um blog? O início

Tania Regina

Nos últimos dias tenho pensado em ampliar meus horizontes. Em divulgar idéias, fazer coisas, que possam fazer a diferença. Persigo meu crescimento interior e, acredito, minhas descobertas podem ajudar outras pessoas. Mesmo se não ajudarem, penso que não é certo guardar as próprias conquistas. É preciso compartilhá-las. Acredito na ação multiplicadora. Acredito que quando mudamos, promovemos mudanças à nossa volta. Acredito que todos e que cada um podem fazer a diferença. Sou otimista. O mundo melhora a cada dia porque as pessoas melhoram a cada dia. Boas notícias têm espaço especial nos meios de comunicação. Daí nossa percepção (errada a meu ver) de que tudo está ruim demais. Entretanto, se olharmos para o lado, se olharmos para nós mesmos, identificaremos melhoria interior. Então, como o mundo pode estar melhor se somos capazes de identificar nossos próprios progressos e os progressos em nossos semelhantes?

Hoje, tive a idéia do blog. O meu lado ansioso - que precisa ser muito trabalhado - quer logo transformar teoria em prática e, assim, via google busquei "como montar um blog", várias páginas, poucas entraram. Lembrei que meu provedor tem um espaço para esse fim e cá estou eu, começando, experimentando... Ainda não sei o que vai sair, mas estou feliz em ter descoberto um ponto de partida para transformar em realidade o desejo de compartilhar pensamentos, atitudes, soluções para questões do dia dia a dia.

Tenho um filho adolescente, namoro sério - mas "rejeito" o casamento -, trabalho por conta própria - gerencio meu tempo -, tenho amigos especiais, com histórias de vida ímpares e, não raro, sou "convidada" a buscar com eles caminhos para seguir em frente. Talvez, por isso, tenha crescido em mim este desejo de compartilhar experiências. Quando falo, meu ouvido é o primeiro a ouvir, pois é ele que está mais próximo de minha boca. Quando escrevo, sou, também, a primeira a captar o sentido das palavras...

Tania Regina 



Escrito por taniaepedro às 07h24
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Conte sua história de São Paulo

Tania Regina

 

Eu morava a 100 metros da praça da Sé, na rua da Glória, enfrente ao

Paulistano da Glória, uma gafieira de muita fama no passado, e ao lado de

um colégio de freiras, o São José, onde estudei o curso primário e que resiste bravamente até hoje, embora tenha deixado de ser só para meninas.

 

Ali eu cresci, vi os trilhos do bonde serem arrancados do asfalto; a prisão

do bandido da luz vermelha; a chegada da iluminação com cara de Oriente; a implosão do primeiro prédio, o Mendes Caldeira, que trouxe no bojo a

unificação das praças Sé e Clóvis.

 

Minha mãe, dona de uma salão de beleza especializado em cabelo carapinha, o Salão Mocambo, atendia nossos parentes (que sempre penduravam a conta, apesar da placa indicando "fiado só amanhã" no espelho da bancada) e as "moças" que trabalhavam na gafieira. Ela dava um duro danado, em pé até altas horas fazendo penteados que faziam sucesso na época: ninho, mechas. Minha mãe fazia perucas também. E não demorou precisou de óculos para dar conta do serviço.

 

Em tempos de vacas magras, para aumentar a clientela, minha mãe nos mandava - eu, minha irmã Rute e uma moça mais velha, que morava com a gente, a Else - entregar folhetos do salão na Igreja Santa Cruz, na praça da Liberdade.

 

Não, não ficávamos fazendo propaganda do salão junto aos fiéis. É que toda segunda-feira à noite, os negros de São Paulo - homens e mulheres – se reuniam no entorno da igreja para trocar idéias, saber das festas, era farta a distribuição de circular de bailes, "tirar linha", flertar...

 

Nós adorávamos quando minha mãe nos mandava lá. Melhor que isso, só as sextas-feiras pelos lados da rua Direita, viaduto do Chá, rua Barão de Itapetininga, ali no Mappim, Galeria Nova Barão. Os moços da sexta-feira eram muito mais bonitos, arrumados, que os da segunda, e a paquera... muito maior. Só que não tinha jeito: só íamos lá escondido e rapidinho.

 

Na segunda, minha mãe marcava horário para a gente voltar. Na sexta, não tinha acordo. "Moça de família não pode frequentar" - alertavam meus primos. Sempre que eles nos encontravam por lá, nos levavam para casa e falavam para minha mãe: "Tia, não deixe elas irem lá!"

 

Depois de uma boa bronca, a gente esperava minha mãe esquecer e dava outra escapadela.

 

Bons tempos aqueles.

 

Tania Regina Pinto tem muita saudade desse tempo em que andávamos na rua sem medo de assalto, em que era possível reproduzir o "footing" das cidades do interior na nossa metrópole. E escreveu esta crônica em julho de 2006 

 

Publicada no livro "Conte sua história de São Paulo"



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por taniaepedro às 09h12
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É difícil ser negro - Hamilton Cardoso

  O Hamilton escreveu este texto em 1977. Ele foi o meu veterano quando entrei na faculdade. Foi meu amigo, minha inspiração...

Sinto saudade. Ele partiu e ao publicar seu artigo - escrito no auge da nossa militância no Movimento Negro - eu o reverencio e envio amor,

pelas ondas do Universo, ao seu coração.

 

 Hoje em dia é duro ser negro. Aliás, ninguém no Brasil é negro, todo mundo é brasileiro, ao menos até a hora de ser discriminado. Dançar samba, fazer macumba, roubar, matar, ser baiano, cagar num lugar que não seja o meio, principalmente, tudo é coisa de negro (ou porque precisa ou porque é tradição ou, ainda, porque a sociedade assim definiu).  Mas a gente se esforça. Mas a gente é forçado porque na hora de ser discriminado, a pele preta da cara, o nariz chato, o beiço grande são o "urubu", o "macaco", na cabeça do branco.

Se a gente é bom e se comporta, alma branca. Se é ruim, o sanguinário Idi Amim. A imagem negra do branco, sempre na cabeça de cabelos lisos, na cabeça de cabelo duro, na mente brasileira. A gente é sempre julgado dos dois lados, direito-esquerdo, quem tá do lado de lá e do lado de cá.

Ser negro é difícil. A gente é colocado numa caixa, é moldado. A caixa é aberta e a gente sai (ou tiram a gente de lá de dentro). Aí, todo mundo pensa que a gente nasceu dentro da caixa. Todo mundo pensa que a gente foi feito junto com a caixa.

Respirar o vento poluído de fora da caixa não é fácil. É duro. Aí a gente descobre que tem pernas, braços, cabeça, cabelo duro, tudo preto, tudo negro. A gente arranca tudo do lugar e mistura no corpo. Merda! Todo mundo olha a gente e pensa que a gente é bicho. Eles esperam que a gente saia do quadrado da caixa! A gente sai como pode. Uns como eles, outros quadrados e outros como eram antes de entrar. Aqueles que saem como eles querem são condecorados (condenados): medalhas de prata, medalhas de ouro, medalhas de lata. Isto para a gente descobrir que é diferente do resto, melhor. Para descobrir não, para acreditar. Tem gente que acredita e sai dando medalhada na cabeça de todo mundo. É ouro! É prata! É lata! É tudo!

Soul, samba, macumba. Tudo é errado. Ou é coisa de nós gringos, ou é coisa de nós não. Eles dizem que a gente está-se destruindo. A gente destruído durante tanto tempo não tem o direito nem de se destruir, ou destruir o que resta da gente. Tirar uma casquinha de quem não tem mais casca, escalpelar a cabeça da gente mesmo. Esta cabeça (pra eles) burra, inteligente (pra nós), no alto deste pescoço preto.

Destruir eles? Nem pensar. Isto seria anti-humano, a-cristão, irracional.

Igualar? Impossível. Não se pode igualar o que não é diferente nem desigual.

É fogo! Ser quente pra mulher loura, fiel para a mulher negra, infiel para o homem negro, universal para o homem branco, mulata para o homem loiro, nega para todos os negros, exótica para o estrangeiro, fiel para o homem negro, doméstica para a mulher branca, doméstica para o homem negro, e tudo isto passivamente. Ser o que, afinal?

É duro ser negro. É difícil ser brasileiro. Brasileiro é coisa fina subdesenvolvida. Europeu de pele negra? Africano de pele branca? Exótico racional? É difícil ser negro.

É duro porque é preciso ser gente (além de ser obrigado). É duro ser gente  porque gente vive e respira no meio de gente. Mas gente é... sonho pop. Gente fina é outra coisa. Mas como ser pop se negro não pode nem é pop? Ser... o que?

É difícil ser negro. No Brasil é fácil nascer de pele preta. É fácil fazer macumba, ser rei do futebol, cantar samba ou ser quente na cama. É fácil ir para a praia deixar a pele mais escura, deixar o cabelo duro, black power. É fácil ter uma mãe negra, ama seca ou seca mãe. O duro, o difícil, é ser negro.

Hamilton Bernardes Cardoso, 1977



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por taniaepedro às 09h09
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Morre lentamente...

Pablo Neruda

 

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não

encontra graça em si mesmo.

 

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

 

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os

dias os mesmos trajetos.

 

Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova

cor ou não conversa com quem não conhece.

 

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

 

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco

e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,

justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,

corações aos tropeços e sentimentos.

 

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca

o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo

menos uma vez, fugir dos conselhos sensatos.

 

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva

incessante.

 

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta

sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre

algo que sabe.

 

Morre lentamente..

 



Categoria: cronicas e artigos
Escrito por taniaepedro às 09h06
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Prece da Solução - final

Não sou como todos e não preciso ser. A vida que é para os outros não é necessariamente a minha. Eu não tenho medo. Quero dizer bem claro ao Universo que eu não tenho medo de ser único a ser muito feliz na Terra, a ser muito rico na Terra, a viver na chuva de bênçãos constante. Não tenho medo der ser aquele que não tem medo. Não tenho problema de ser aquele que não tem problemas. Não tenho vergonha de ser aquele que não tem vergonha. Não tenho pudor de ser aquele que não tem pudor.

Assim, me permito viver na eterna bênção do fluxo constante das portas que eu mesmo abro, sabendo que Deus faz por mim quando, em mim, eu planto Deus, a consciência do bem, a consciência do melhor.

Todos os canais para a solução estão abertos porque na verdade nunca se fecharam. Nãoproblemas, tudo está certo: está certo este momento, esta prece, está certo o que eu como, o que eu falo, o que eu vivo. Tudo é bênção na minha vida e eu aceito essa bênção como o filho pródigo escolhido recebeu sua recompensa. Aceito a vida no que há de dor e no que há de sabor. Aceito a vida com ou sem amor. Aceito a vida pelo dom que ela é, no que é simpático e antipático, do que é prazer e o que não é.

Aceito a vida inteira porque vejo nela bênção em todos os sentidos: o que me falta me ensina daquilo que não tenho e o que eu tenho me ensina o que é ter as coisas.

Tudo me eleva, tudo se mostra, tudo reconhece, tudo me mostra a mim mesmo, e eu estou em paz. o bem é real, o bem é verdade. Estou em paz neste gesto em que abro meus braços da fraternidade e comungo com o Universo de bênção e de bem. Este momento é o que mais me convém. Tudo é assim porque assim está, porque esse é o ponto onde moro, o Universo onde me encontro, na atitude que tomo.

A bondade imensa da vida me concedeu a liberdade de criar o mundo que eu quiser e me colocar aonde eu bem entender. Neste instante eu me coloco no terreno da paz, da confiança plena, da certeza de que tudo que eu quero, que tudo que eu tenho, que todo o querer e poder e que na calma dessa confiança reforço todo bem daquilo que está, porque tudo está e tudo está aparecendo na consciência pouco a pouco. Nessa paz que eu fico, eu vou transformar essa Prece de Solução num gesto contínuo na minha vida. Eu vou viver no aqui e no agora, sem pensar que existe hora porque o Universo não tem tempo e a vida e sempre o que eu posso sentir. A vida toda é essa aqui. Aquela que eu sinto agora. O agora é eterno, pleno e real. Por isso eu sou eterno, pleno e real, porque eu sou aquele que está além do tempo, por que eu sou a consciência viva do próprio Universo. (Kalunga)



Categoria: Soluções
Escrito por taniaepedro às 09h03
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Prece da Solução - 1ª parte

Tudo está resolvido Tudo está perfeito na vida e no Universo. Aquilo que me faz viver, que põe vontades em mim, a fonte da vida, tudo aparece em mim porque ela tem no Universo todas as soluções para mim.

Eu acredito em todas as soluções, acredito em todas as saídas, acredito em toda modificação. Acredito de coração que tudo se renova, tudo recomeça, tudo avança, tudo progride, tudo renasce, tudo reforma. Acredito na imensa generosidade do Universo para comigo e para com todos.

Eu abro, neste instante, as portas da confiança do meu coração à generosidade da vida. E ao abrir as portas, a luz me aquece e a confiança brota. O resto é ilusão.

Tudo vem a mim na medida certa das minhas atitudes e minha atitude agora é de fartura. Abro minhas mãos como quem solta o que prende, solto o passado que não me serve e o futuro ausente, não abro minhas mãos para receber, mas abro minhas mãos para deixar ser. Abro minha mente para ouvir, meu coração para sentir, meu colo para receber. Liberto minhas pernas para caminhar, minha garganta para expressar, meus olhos para ver, meus ouvidos para escutar. Liberto minhas costas para não precisar carregar, me liberto do mundo para não me escravizar. Largo esse mundo para dominá-lo, não pergunto para entendê-lo, não chamo para alcançá-lo.

Meu silêncio é a confiança que tudo é solução. Meus planos, eu não penso. No amanhã, eu não penso. O Universo é o grande pastor de toda ovelha, porque Deus aos homens se assemelha e cria neles a chance, o recomeço e a renovação. Nada falta para nem um filho, o Eterno Pai concede tudo na medida de cada um e a minha medida, agora, é a generosidade com que perdôo o inimigo, o indivíduo que passou por mim e mostrou as minhas intolerâncias, as minhas limitações.

Liberto aos outros do julgamento; os críticos, do meu lamento; os agressores, do meu sofrimento. Me liberto dos olhos dos outros, da boca alheia, do parco das mentiras, para ficar na minha verdade interior. (continua)

 



Escrito por taniaepedro às 09h03
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