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Em dia com a vida

Sobre o Mal  de Alzheimer, por Roberto Goldkorn, psicólogo e escritor

(síntese)

Meu pai está com Alzheimer.  Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber
que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase nem controla mais suas funções fisiológicas.


E o que fazer... para evitar essa doença?
 
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não
cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho:  descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a  memória correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho  conhecido,
ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e  se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra  língua, mesmo aos sessenta anos. 
 
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal,  pela felicidade. Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam
que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.
 
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais'
que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. 
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.
Faça o teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente;
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

Mude a sua rotina! Comece agora, trocando o mouse de lado

'Critique menos, trabalhe mais.
E, não esqueça nunca de agradecer!'



Escrito por Tania Regina às 15h46
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Mulheres possíveis...

Uma pequena adaptação, com cortes, ao texto da jornalista e escritora Martha Medeiros

 

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, levo meu filho no colégio, estudo com ele, brinco com ele, converso com ele, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia,  providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço orações diárias, e entre uma coisa e outra, leio o jornal do dia,   livros...
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo..
Tempo para dançar sozinha na sala e junto no salão de baile.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos, de presentes, de decoração, uma livraria...
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver um filme na TV.
Tempo para receber aquela amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para o quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado podem  nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Por Tania Regina



Escrito por Tania Regina às 10h15
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Lei de atração na real

Eu estou tão feliz e penso que o caminho, a partir de agora, está muito claro.

Quero trabalhar no bem, desenvolver minha escrita, estratégias de comunicação para o bem. Já estou fazendo isso. Me transformo, a cada dia, em multiplicadora: multiplicadora de boas idéias, de boas soluções, de boas condutas.

 Estudar mais e mais, ler mais e mais para aprimorar o conhecimento e identificar ferramentas que, nas mãos da humanidade, garantam um mundo cada vez melhor, cada vez mais solidário. 

A meu ver, a ação multiplicadora precisa começar na comunidade  e ir contagiando as pessoas. Quero estar mais próxima da natureza, usufruir das leis do Progresso e do Trabalho. Viver bem, morar bem, ser feliz, ser saudável, ter qualidade de vida, harmonia interior que contagie todos a minha volta, viver ao lado de pessoas que comunguem meus anseios, sejam parceiras na jornada, dispostas a vivenciar as mesmas conquistas voltadas para o bem.

 A clareza de minha alma é a clareza do meu dia a dia, é a clareza espiritual necessária para manter-me em evolução constante.

Meu filho segue meus passos e é contaminado pelo que a vida tem de melhor. Valores e virtudes morais comandam sua história de sucesso: sucesso na vida estudantil, na escolha da profissão, na formação, no mercado de trabalho, na vida pessoal, emocional. Ele tem saúde emocional.

 Tudo são facilidades na nossa vida. Tudo é solução. As portas estão abertas e nós enxergamos as melhores soluções, os melhores caminhos, os caminhos iluminados, abençoados.

 Nosso apartamento, confortável, onde vivemos em harmonia com pessoas que nos amam, respeitam e compartilham nossa vida e sonhos já existe.  Da imensa varanda, uma vista abençoada do mar.

 Por acaso o encontramos e naturalmente o adquirimos. Porque ele – o apartamento – sempre foi nosso. Ele é mais um lugar para darmos continuidade à nossa felicidade.

 A palavra certa, a atitude boa, o caminho ideal estão à nossa disposição e todo dia nós agradecemos pelo que temos recebido e isso inclui o emprego bem-remunerado na universidade, onde sou multiplicadora de idéias junto a profissionais do futuro, onde invisto em profissionais que percebem a importância da ética, do respeito, da qualidade do trabalho.

 E multiplicamos todas as nossas bênçãos pelo exemplo. Nossa saúde também nos ajuda a seguir em frente.

 A cada dia aprendemos, mais e mais, a nos respeitar, a respeitar o corpo de carne que Deus nos deu e o espírito que  anima esse corpo.

 Não nos faltam amigos, companheiros de jornada e de estímulo para que mantenhamo-nos perseguindo o melhor sob as bênçãos de Deus.

(março de 2008)



Escrito por Tania Regina às 18h38
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O amor no masculino

Tania Regina

 

Quem sofre mais por amor, o homem ou a mulher?

 

Não dá para saber. As mulheres falam, não escamoteiam a própria dor, trocam confidências com quem quiser ouvir – da amiga de infância à pessoa que acabaram de conhecer no ponto de ônibus.

 

Já os homens... Eles são diferentes. Têm um milhão de amigos: amigos de bar, de futebol, de balada... Mas ninguém conhece ninguém. Um código – não escrito – proíbe confidências.

 

Talvez, no auge do desespero, o homem exponha sua humana fragilidade. Mesmo assim, não em palavras, e só depois de um grande porre, com direito a lágrimas e  xingamentos à amada em abundância.

 

Claro que nem todos os homens são assim. Cada vez mais, buscamos o SER humano que se perdeu no caminho. E, por conta dessa busca, alguns deles começam a reivindicar – falando!!! – o reconhecimento de suas almas. É passado o tempo do homem que só pensa em sexo, não quer compromisso, não quer dar e receber carinho...

 

Há pouco tempo, ouvi o seguinte alerta: “Bonzinho, mas homem. Compreensivo, mas homem...” O autor deste alerta (eu sei) é um novo homem, construindo o seu “h” maiúsculo, uma soma explícita de sensibilidade + instinto. Explícita porque sempre existiu, mas estava proibida – em mais um código oculto – de manifestar-se em público.

 

São poucos, por enquanto, os homens que têm coragem de se expor, de abrir o coração sem medo de ser o único apaixonado confesso da Terra. E este meu pensar, minhas palavras, são para estes poucos, porque o Dia da Mulher, 8 de março, sábado, é também o Dia destes homens. Homens que não se reconhecem em pesquisas e comentários generalistas sobre o sexo masculino. Homens que querem ser identificados como seres que integram a humanidade do século 21. Homens que estão comprometidos com a construção de um mundo melhor. Homens que, de verdade, não estão preocupados em saber quem ama mais. Mas em amar, mais e melhor.



Escrito por Tania Regina às 17h14
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Prece da Solução - final

Não sou como todos e não preciso ser. A vida que é para os outros não é necessariamente a minha. Eu não tenho medo. Quero dizer bem claro ao Universo que eu não tenho medo de ser único a ser muito feliz na Terra, a ser muito rico na Terra, a viver na chuva de bênçãos constante. Não tenho medo der ser aquele que não tem medo. Não tenho problema de ser aquele que não tem problemas. Não tenho vergonha de ser aquele que não tem vergonha. Não tenho pudor de ser aquele que não tem pudor.

Assim, me permito viver na eterna bênção do fluxo constante das portas que eu mesmo abro, sabendo que Deus faz por mim quando, em mim, eu planto Deus, a consciência do bem, a consciência do melhor.

Todos os canais para a solução estão abertos porque na verdade nunca se fecharam. Nãoproblemas, tudo está certo: está certo este momento, esta prece, está certo o que eu como, o que eu falo, o que eu vivo. Tudo é bênção na minha vida e eu aceito essa bênção como o filho pródigo escolhido recebeu sua recompensa. Aceito a vida no que há de dor e no que há de sabor. Aceito a vida com ou sem amor. Aceito a vida pelo dom que ela é, no que é simpático e antipático, do que é prazer e o que não é.

Aceito a vida inteira porque vejo nela bênção em todos os sentidos: o que me falta me ensina daquilo que não tenho e o que eu tenho me ensina o que é ter as coisas.

Tudo me eleva, tudo se mostra, tudo reconhece, tudo me mostra a mim mesmo, e eu estou em paz. o bem é real, o bem é verdade. Estou em paz neste gesto em que abro meus braços da fraternidade e comungo com o Universo de bênção e de bem. Este momento é o que mais me convém. Tudo é assim porque assim está, porque esse é o ponto onde moro, o Universo onde me encontro, na atitude que tomo.

A bondade imensa da vida me concedeu a liberdade de criar o mundo que eu quiser e me colocar aonde eu bem entender. Neste instante eu me coloco no terreno da paz, da confiança plena, da certeza de que tudo que eu quero, que tudo que eu tenho, que todo o querer e poder e que na calma dessa confiança reforço todo bem daquilo que está, porque tudo está e tudo está aparecendo na consciência pouco a pouco. Nessa paz que eu fico, eu vou transformar essa Prece de Solução num gesto contínuo na minha vida. Eu vou viver no aqui e no agora, sem pensar que existe hora porque o Universo não tem tempo e a vida e sempre o que eu posso sentir. A vida toda é essa aqui. Aquela que eu sinto agora. O agora é eterno, pleno e real. Por isso eu sou eterno, pleno e real, porque eu sou aquele que está além do tempo, por que eu sou a consciência viva do próprio Universo. (Kalunga)



Escrito por taniaepedro às 09h03
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